Teoria do Caos
Uma tentativa de transcrever alguns fragmentos do meu caótico pensamento em palavras... na ordem não conseguimos achar nenhuma espécie de caos, mas algumas vezes, somente algumas vezes, é possível do mais puro caos se inferir alguma ordem... poderia até mesmo dizer que o caos é, na verdade, a própria ordem imposta pela natureza...
6.8.08

Eu sempre tive uma visão particular de um monte de coisas, e uma delas é a visão que eu tenho da vida. Pra mim, a vida é uma sucessão de momentos (bons ou ruins), decisões (desde as pequenas até as que viram tudo de cabeça pra baixo) e de ciclos. Enquanto que os momentos e decisões são coisas imediatas (muito embora algumas decisões possam ser adiadas por algum tempo), por definição os ciclos precisam de tempo para serem completados. Algumas vezes este tempo é pré-determinado, como no caso dos aniversários, mas muitos outros são controlados unicamente pela nossa vontade.

Há aproximadamente 5 anos, um ciclo se completou - o ciclo da primeira versão do Teoria do Caos, que durou por volta de 8 meses. Decidi pelo término deste ciclo por perceber que grande parte do meu propósito original para o blog havia se diluído ao longo do tempo, a ponto de eu não mais me reconhecer naqueles escritos. Por conta disso resolvi parar, em outubro de 2003, e por um ponto seguido nisso tudo. Em fevereiro de 2004, resolvi que era hora de recomeçar. Um novo template, uma nova abordagem - falar apenas de idéias e nada mais - e uma nova filosofia, ser apenas um pseudônimo e nada mais. Durante todo esse tempo, escrevi muitas coisas que passaram pela minha mente, um pouco do meu delírio, do meu sofrimento e da minha euforia, dos meus transtornos, das minhas neuras e das minhas alegrias, uma mistura da conturbada massa de pensamentos presente na minha cabeça.

Muita coisa aconteceu ao longo destes 720 posts, a minha visão de mundo nestes 4 anos que se passaram se expandiu imensamente, e junto com esta expansão outras coisas tornaram-se mais evidentes do que outras, pude determinar várias coisas que realmente valiam a pena enquanto observei que outras poderiam ser deixadas para trás.

Como todo ciclo tem um começo, resta apenas que lhe seja concedido um fim. Hoje, aproximadamente 4 anos e meio depois do seu renascimento, o Teoria do Caos finalmente completa o seu ciclo. Há tempos eu sentia que a dificuldade para escrever aumentava, que era cada vez mais difícil encontrar algo que valesse a pena transcrever em um post. Sinto que agora esta dificuldade tornou-se absoluta, e o Teoria sobrevive de textos escassos que não possuem mais a energia e (pelo menos ao meu ver) a densidade que tiveram um dia. Portanto, vim aqui perante mim mesmo para dar ao Teoria do Caos um fim digno. Uma eutanásia, por assim dizer.

Agradeço a todos que já passaram por aqui e a todas as pessoas que comentaram e deram a sua própria visão sobre o que estava escrito - a maior e mais gratificante contribuição que um "blogueiro" pode ter, na minha humilde opinião.

...

"todo mundo tem a sua própria teoria sobre alguma coisa..." - pois bem, a minha teoria é essa: os ciclos de fato nunca terminam absolutamente, o fim de um ciclo cria imediatamente uma oportunidade para que um novo ciclo possa se iniciar. Só o que é preciso é querer. Nada mais.

requiescat in pace, Teoria do Caos.

posted @ 02:51 by langriss |

5.8.08

A vida é um punhado de momentos.
Muitos deles ruins,
Mas às vezes um bom.


Vi isso no filme "Que droga de vida" (1991), de Mel Brooks.

...

offline for a while.
deep, deep thoughts.

posted @ 02:33 by langriss |

19.7.08

Pois bem. Aqui estou eu novamente, em frente a uma tela branca com letras pretas e pequenas, observando-a enquanto meus dedos atingem de maneira certeiras as teclas que eu necessito para digitar as letras que formam as palavras, que por sua vez são uma aproximação do pensamento que está dentro da minha cabeça. Olho para a esquerda e vejo através do vidro da janela uma lâmpada fluorescente, pendurada em um suporte em forma de guarda-chuva em uma árvore, convertendo luz invisível na luz branca que atinge os bancos de madeira e ferro fundido posicionados abaixo dela. Gosto mais de lâmpadas fluorescentes, mas as incandescentes, com seu brilho amarelado, me trazem um certo sentimento de nostalgia - das poucas lembranças que eu tenho da minha infância, uma delas era dar um toque na luminária no alto do meu quarto e observar os padrões luminosos que ela gerava se moverem pelo quarto, em um movimento pendular mas ainda assim ligeiramente imprevisível. Olhando a frente, na área próxima à porta dos fundos, posso observar um exemplar dessa antiga tecnologia de gerar luz através do superaquecimento de um filamento metálico em atmosfera especial.

Tecnologias antigas a parte, estou aqui escrevendo em um dispositivo que é um dos pilares das tecnologias modernas: um computador. Acho interessante como certas tecnologias ficaram tão integradas no nosso dia-a-dia que fica difícil imaginar como as coisas seriam sem elas. Há pouco mais de 10 anos atrás, poucas pessoas tinham noção do que viria a ser a grande rede mundial que conectaria todos os lugares do mundo - hoje, acredito que poucas pessoas da geração atual tenham noção de como eram as coisas antes disso. Quem tem atualmente 13 ou 14 anos cresceu com a Internet e hoje deve estar tão integrado a isso tudo que deve ser difícil imaginar um mundo desconectado. Mesmo pra mim, que só pude ver isso tudo depois de quase adulto, acho meio complicado imaginar como tudo seria sem a grande rede. Eu sempre achei isso tudo muito interessante, tanto é que fiz uma faculdade e uma pós-graduação relacionada a essa área. E, quando eu imaginava um dia que ia acabar vivendo disso e (praticamente) pra isso, um pensamento surge em minha mente.

"Será que isso tudo é mesmo o que eu quero?", algo que surgiu na minha cabeça e me fez pensar. Eu sempre imaginei que trabalharia com pesquisa, coisa e tal, que teria uma vida movimentada, cheia de compromissos, e que ia achar tudo o máximo. Ledo engano - pesquisa é algo difícil pacas, uma vida movimentada cansa bastante, e eu não fiquei achando tudo o máximo. No final das contas, percebi que o que ia ser bem mais interessante era viver uma vida mais simples, menos atarefada, com mais tempo pra eu poder fazer o que eu gosto de fazer. Sempre achei que existe um equilíbrio pra tudo nessa vida - e eu ainda estou experimentando para encontrar o meu. Por enquanto, estou apenas de molho escolhendo minhas opções e ganhando um pouco mais de experiência, para depois pensar no que fazer.

E, no meio disso tudo, existe o Teoria, esse blog que você está lendo neste momento. Nos seus mais de 4 anos de existência, ele esteve presente em vários períodos da minha vida, nesses 4 últimos anos onde muita coisa mudou, onde minha visão do mundo aumentou bastante assim como as minhas possibilidades - mas ao mesmo tempo eu me tornei mais ciente do que eu realmente queria fazer da minha vida. Embora não escreva por aqui mais com tanta frequência, muitas das minhas idéias e posicionamentos estão escritos aqui, um registro vivo de uma parte da minha memória que nem eu lembro mais. Registro de uma parte da minha memória que qualquer pessoa pode ler e comentar, e até mesmo (para a minha total surpresa) se identificar com o que está escrito por aqui.

...

Se você aguentou ler até aqui, meus parabéns. Meus textos são confusos e desconexos, assim como os meus pensamentos, portanto não se esforce muito em tentar entender. Apenas leia, e se achar que vale a pena falar algo sobre, deixe um comentário. Afinal, como dito no alto da caixa de comentários, "todo mundo tem a sua própria teoria sobre alguma coisa".

Outro dia eu falo (escrevo?) mais algumas coisas.

posted @ 01:13 by langriss |

18.7.08

[pra ser lido ao som de We never change, do Coldplay]

yeah, yeah, isso aqui tá entregue. e eu pensando que depois de me livrar de tudo eu ia sentir mais disposição pra fazer as coisas, ia ficar mais animado, com mais idéias, coisa e tal...

talvez eu apenas esteja cansado. ou puto com a vida, sei lá.

...

esse parece ser um bom momento pra eu sentar na beira da estrada e revisar meu conjunto de convicções. talvez já esteja na hora de me livrar de algumas e adicionar outras novas.

posted @ 13:20 by langriss |

3.7.08

Bom, estou meio sumido esses dias, mas há uma explicação - estou em uma viagem de trabalho em Belo Horizonte.

Quando voltar, dia 10/07, eu faço um resumo da minha experiência.

posted @ 07:24 by langriss |

22.6.08

Part of the inhumanity of the computer is that, once it is competently programmed and working smoothly, it is completely honest.

Isaac Asimov (1920 - 1992)

posted @ 00:46 by langriss |

17.6.08

Como esse blog está uma droga, uma musiquinha pra combinar:

Feel good hit of the summer (Queens Of The Stone Age)

Nicotine, Valium, Vicodin, Marijuana, Ecstasy and Alchol

C-c-c-c-c-cocaine
C-c-c-c-c-cocaine
C-c-cocaine
C-c-c-c-c-cocaine

Nicotine, Valium, Vicodin, Marijuana, Ecstasy and Alcohol

C-c-c-c-c-cocaine
C-c-c-c-c-cocaine
C-c-cocaine

Nicotine, Valium, Vicodin, Marijuana, Ecstasy and Alchol

Nicotine, Valium, Vicodin, Marijuana,
C-c-c-c-c-cocaine


P.S.: essa música existe mesmo, eu não inventei isso.

posted @ 22:32 by langriss |

8.6.08

Pronto, já defendi, faltam apenas algumas formalidades. Quando tiver o diploma na mão vou poder oficialmente utilizar o título de langriss, MSc.

É, acho que agora vou poder ganhar um pouco mais de grana, mas essencialmente pouca coisa muda.

posted @ 01:21 by langriss |

29.5.08

Uma das coisas que eu preciso aprender é manter o controle, e ter mais domínio sobre a minha própria mente. Sem entrar em detalhes dos acontecimentos recentes, estou tendo muita dificuldade em me livrar de uma ligeira sensação de pânico para começar a pensar em coisas práticas, sobre o que fazer a partir de agora.

Eu tenho uma tendência a ficar inseguro sobre tudo o que eu faço, as coisas nunca são boas o suficiente se eu não tiver confirmação de outra pessoa. Isso é um problema, eu sei, mas nunca me incomodou tanto quanto da última vez.

Bom, eu acho que preciso me desligar um pouco dessa situação toda e me dar a oportunidade de relaxar, talvez assim minha mente volte a funcionar de maneira adequada.

posted @ 22:26 by langriss |

27.5.08

Pois é. Daqui a alguns dias passo a ser langriss, MSc.

...

Não que isso vá mudar totalmente a minha vida, mas enfim...

posted @ 01:40 by langriss |

9.5.08

(I could just run away, you know)

A impressão que eu tenho da vida é que ela é cheia de ciclos, alguns até mesmo diários - sempre uma dificuldade pra pegar no sono, sempre uma dificuldade pra sair da cama, dia após dia. Vejo-me hoje em mais um período estressante e em um mês que parece nunca chegar ao fim, quando que em outras épocas o tempo voava.

("it's easy", I thought to myself. now I'm screwed)

O futuro não é mais como era antigamente, na época em que não passava de futuro. Às vezes eu fico conjecturando mil maneiras diferentes de como vão ser as coisas, aí o tempo passa e as mil maneiras rapidamente desaparecem até sobrar poucas pra eu escolher. E o pior de tudo é que não existe maneira certa.

(like quicksand: the more you struggle, the more you go down)

Chega uma hora onde só o que resta é ir de qualquer jeito pra se livrar logo, nada mais importa e você também não liga mais pra porra nenhuma. Se você for esperto o bastante, consegue sair fora rapidinho e sumir do mapa. Caso contrário, vá logo pensando em desculpas não esfarrapadas ou esconda-se o melhor que puder.

(it's time for my french exit. good luck, you'll need it.)

posted @ 01:31 by langriss |

7.5.08

update (27/05/2008): Relendo esse post, percebi que esse tipo de atitude não me ajuda em absolutamente nada - apenas é transferência de culpa pra outras coisas e/ou pessoas pra aliviar temporariamente a raiva, mais ou menos o mesmo efeito de sair socando as paredes. E não é disso que eu preciso.


Só pra constar: achei mais um erro nos experimentos da minha dissertação e agora os primeiros novos resultados obtidos foram abismais. Tio Murphy não brinca em serviço e botou pra f@der faltando menos de um mês pra terminar o meu prazo, ou seja, no período mais propício pra eu me matar de trabalhar dia e noite pra tentar descobrir o que se passa.

...

Ah, quer saber? Não vou me matar de trabalhar, vou só fazer uma miguelagem (acho esse termo fantástico) e aguentar a saraivada de comentários e perguntas na defesa. Eu estou cansado, bastante cansado. E não vou me meter nessa de pesquisa de novo tão cedo.

posted @ 00:25 by langriss |

6.5.08

Idéias, idéias... como eu gostaria de ter apenas uma que fosse boa.

Eu poderia discorrer por dezenas de linhas aqui sobre isso, mas vou deixar do jeito que está. Vou dizer apenas que em pouco tempo vou poder relaxar mais e as idéias acabarão surgindo.

E espero que o dinheiro surja também, ando precisando.

posted @ 01:40 by langriss |

26.4.08

Pois é. Ainda correndo atrás pra terminar o tal do mestrado, escrevendo os capítulos finais, fazendo os experimentos derradeiros e seja-o-que-deus-quiser. Como em quase tudo na minha vida acadêmica, eu poderia ter feito mais, me dedicado mais, me esforçado mais, mas acabei ficando disperso entre várias coisas que me propus a fazer - ao menos consegui publicar um artigo numa revista científica que dizem ser a mais fodástica da área. A impressão que dá, vendo as (até agora) 44 páginas, nem é de alívio nem de triunfo, mas de grande cansaço, apenas. Ficar iterando pelo texto, refinando sucessivamente e tentando adivinhar as perguntas da banca é algo que se torna exponencialmente difícil de fazer e sacal ao longo do tempo. No final das contas, a única coisa da qual eu estou plenamente convencido é que pesquisa é um negócio legal pra car@#$%^&, mas não é pra mim. Acho que quando defender vou pedir 1 semana de folga pra ficar em qualquer lugar que não seja aquele laboratório - sim, folga, pois vou ficar por lá até o final do ano, mas isso é assunto pra outro post.

No processo de descoberta da minha real vocação, acabei fazendo um monte de coisas que eu achei uma droga, e poucas que eu achei bem legal. Talvez seja assim pra todo mundo, talvez as pessoas acabem passando por uma penca de lugares e situações ao longo da vida pra descobrir o que realmente querem desta, e não apenas em relação a um emprego - pode ser em relação a um lugar pra morar, a uma pessoa, a sexualidade, a aparência, a qualquer coisa que influencie no bem-estar do indivíduo. Quando se é criança os sonhos abundam, mas quando se cresce você precisa escolher alguns deles (ou inventar outros) pra correr atrás sob risco de viver eternamente frustrado e preso nos "e se..." da vida.

Esse ano vou poder dar uma pausa pra redefinir meus objetivos, enquanto experimento algumas coisas novas. Ano que vem vai ser o derradeiro: ou eu me enfio em um emprego ou pulo de cabeça em um doutorado. Ainda tenho um bom tempo pra decidir.



posted @ 00:31 by langriss |

15.4.08

É uma merda quando eu sei que preciso acordar cedo mas não tenho sono. O jeito é deitar pra descansar o corpo e apenas levantar na hora que o despertador tocar - tá, não é bem na hora que ele desperta, sempre rola apertar o snooze pra ficar eguando mais 9 minutos. De qualquer forma, ao menos pela manhã não está um calor infernal e ainda dá pra chegar na faculdade sem se estressar muito.

Ok, já chega. Pra cama eu vou, dormir eu tentarei, cedo acordarei. May the force be with you (and me too). Always.

posted @ 01:23 by langriss |


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